domingo, 24 de setembro de 2017

1º Encontro de Poetas Violeiros do Casarão do Jabre foi sucesso de público. Veja fotos


Duplas participantes (Fotos Thadeu Filmagens)

Por Thadeu Filmagens
Público compareceu em massa
Superou a expectativa. Um Evento Grandioso, presença em massa do público que lotou o espaço do Casarão do Jabre em Maturéia-PB, região da terra do primeiros poetas repentistas que realizaram a primeira cantoria no Brasil,  Ugulino Nunes da Costa, Nicandro Nunes da Costa.





Terra do denominado Poeta do Absurdo, Zé Limeira, e terra de Romano do Teixeira. Assim foi o 1º Encontro de Poetas Violeiros do Casarão do Jabre – Troféu Maurício Dantas, realizado por Dalvanete Dantas, que contou com o apoio de várias instituições. Comércio e amantes da cultura do repente.


Wenio Dantas foi convidado a subir ao palco, onde agradeceu em nome de toda família do Poeta Maurício Dantas, homenageado da noite e agradeceu em nome todos pela lembrança e a grande homenagem.


O Espaço interno do Restaurante e pousada Casarão do Jabre ficou completamente lotado para ver e ouvir os versos de improviso de 8 repentistas de vários locais do Nordeste, que encantaram o público presente.
Muitas autoridades políticas, comerciantes, escritores, poetas, cantores, além de diversos empresários e amigos da cultura.

O I Festival de Violeiros do Casarão do Jabre foi um Projeto que teve o patrocínio e apoio do SEBRAE-Patos, e que também contou com o apoio cultural de algumas prefeituras da região como Maturéia, Mãe D’água, São Mamede, São José do Bonfim e Teixeira.

Durante mais de duas horas, o público aplaudiu os maiores nomes da cantoria nordestina, como Valdir Teles, Jonas Bezerra, Ivanildo Vilanova, Raimundo Caetano, Severino Feitosa, Acrízio de França, Diomedes Mariano e Sebastião da Silva.

Quem compareceu ao Casarão do Jabre viram e ouviram os poetas defendendo sextilhas, mote em sete e mote em dez com diversos temas abordados.

A dupla Valdir Teles e Jonas Bezerra cantaram:

Sextilhas:  Ainda tenho esperanças
Mote em sete: Depois do desarmamento a violência aumentou
Mote em Dez: No pináculo da serra ainda ecoa, os acordes da voz do cantador.



Ivanildo Vilanova e Raimundo Caetano cantaram:

Sextilhas: Eu e a minha viola
Mote em sete: O meu “Ingém” de saudade, nunca parou de moer
Mote em Dez: Tá faltando um piloto habilitado, comandando o destino da Nação



Severino Feitosa e Acrízio de França cantaram:

Sextilhas: A minha primeira vez
Mote em sete: Meu arsenal de repente supera todo conflito
Mote em Dez: O veículo cargueiro da idade nunca para, nem pede revisão.


Atendendo a pedidos da platéia, o Poeta Severino Feitosa (foto) cantou uma de suas principais obras, a canção Voltando a minha terra, onde arrancou aplausos de todos presentes que o fizeram de pé.










O poeta Sebastião Dias que faria dupla com Diomedes Mariano, por um problema superior chegou atrasado e foi substituído por Valdir Teles que começou cantando com Diomedes Mariano e defenderam a sextilhas e o mote sete.

Valdir Teles e Diomedes Mariano cantaram:

Sextilhas: Do que mais eu sinto falta
Mote em sete: Foi desse jeito sertão, que eu fui nascido e criado.

Com a chegada do poeta Sebastião Dias, agora ele defende junto com o poeta Diomedes Mariano, o Mote em Dez que dizia:
"Já não mora na terra o Cantador, que podia assombrar-me em cantoria".

Sebastião Dias e Diomedes ainda fizeram uma homenagem ao poeta homenageado da noite que levou o nome do Troféu, com um dos estilos mais bonitos do repente. Uma “Sete Linhas” homenagem a Maurício Dantas.



Quem subiu também ao palco do Festival, foi o poeta escritor Enoch Ferreira (foto) que mostrou ao público presente algumas estrofes que fazem parte de sua obra literária cultural. Seu Livro.









Felisardo Moura apresentou o Festival
A apresentação do festival ficou a cargo do competente poeta Felisardo Moura da Prata. (foto acima)

Val Patriota Cantou e encantou o público
Ao final do Festival, agora foi a vez do forró tomar conta do salão ainda com a maioria do público presente para curtir Val Patriota e a banda Raízes do Pajeú, com os destaques dos grandes músicos Greg Marinho no violão e Douglas na sanfona.








Aproveitamos a oportunidade e agradecemos a todos os presentes em especial, e também a todos os apoiadores e colaboradores, ficando na expectativa da realização da segunda edição do Festival.
Obrigado a todos.

Mais fotos do Evento:
Fotos: Thadeu Filmagens